terça-feira, 17 de maio de 2011

Diabetes em cão

Essa é a Preta, uma cadela de todas as raças, que é carinhosamente cuidada por uma cliente muito especial.



Ela tem Diabetes Tipo I (insulino-dependente), forma mais comumente encontrada nos animais domésticos, e está relacionada à deficiência do pâncreas em produzir insulina. A principal ação da insulina é agir nas membranas celulares de maneira a permitir a entrada de glicose.A doença pancreática endócrina ocorre em cães mais velhos, mais em fêmeas, frequentemente em associação ao estro (cio).


Essa endocrinopatia foi diagnosticada na Preta pelos sinais clínicos apresentados: emagrecimento, aumento de ingestão de água, aumento da produção de urina, ...


Como os rins não conseguem reabsorver toda a glicose, então o excesso é excretado pela urina, em alguns casos podem ser vistos formigas nos locais onde o animal urina.

Como a glicose está indisponível, o organismo utiliza a via alternativa de obtenção energética, a partir das gorduras e é traduzindo em sinais de vômito, anorexia (falta de apetite), depressão e fraqueza.

Curiosamente, boa parte dos cães diabéticos são diagnosticados quando procuram o veterinário por causa do surgimento de catarata, que não é um sinal clinico inicial do diabetes. O cristalino é permeável a glicose e com o tempo causa a opacidade, que é denominada catarata.

A dosagem sérica de glicose deve ser precedida de jejum por no mínimo doze horas, se a condição do animal permitir.


O tratamento será aplicado durante toda a vida animal do animal. É preciso que haja um comprometimento do dono, porque disso depende o sucesso do tratamento e da melhora da qualidade de vida do animal. É de vital importância saber que ele não pode permanecer sozinho, já que o tratamento insulínico é para sempre e depende de proprietários dedicados e responsáveis.

Acidentes ou incidentes da insulinoterapia, são dominados pelo aparecimento repentino de uma hipoglicemia que podem ser vistos com transtornos de locomoção, fadiga e, nos casos extremos, coma. Estas complicações requerem um tratamento específico, de urgência, que só pode ser decidido pelo veterinário.



Paralelamente ao tratamento médico, será necessário adotar uma dieta hipocalórica. A este respeito, existem regras específicas que só o veterinário deve decidir.


E a “Graça” é fazer isso com uma dose enorme de afeto.


4 comentários:

  1. PRETA
    Minha PRETINHA QUERIDA te AMO demais.Graças a Deus temos a Priscila como veterinária. Competência, responsabilidade, carinho e amor são virtudes visíveis nessa profissional, te agradecemos muito, falo no plural pois tenhos 3 cães, POMPOM E HEROS (poodles) e essa fofura da foto que está diabética e é assistida pela Priscila na clínica, em casos de emergência em casa e se for preciso internação contamos com o conforto de ambulância.Obrigada pelo CLIENTE ESPECIAL e AMEI o trocadilho "Graça" é fazer isso com uma dose enorme de afeto. Aproveito e faço um apelo a todos: ao adotar um filhote lembre-se ele faz xixi, cocô, adoece e envelhece e tem uma média de vida de uns 15 anos ou mais, se adotar tenha esse compromisso, juro que vale a pena, é o amor maior, mais fiel.
    Muito obrigada a REPUBLICA DOS ANIMAIS
    Deus abençoe a Priscila e seus assistentes
    Graça Mereu
    graamomentos.blogspot.com

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  2. Obrigada Graça. Eu é que agradeço pelos elogios.

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  3. Tia Priscila
    Parabéns pelo dia do Veterinário
    Lambidas carinhosas de Preta, Pompom, Heros e Floquinho.

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