quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Urolitiase em caes

Caso da Mel
Mel foi submetida a cirurgia de Luxação de patela e poucos dias após a cirurgia, começou a urinar com sangue e com uma maior freqüência durante o dia. A suspeita inicial era cistite bacteriana. Como não houve melhora com o tratamento, Mel foi submetida a ultrasom abdominal.

O ultrasom abdominal teve a função principal de identificar o urólito de aproximadamente 3 cm de contorno.
Pelo tamanho do urólito, ela foi submetida a cistotomia para remoção do cálculo, pois não havia diâmetro compatível para sua passagem pela uretra.










Para entender um pouco
O sistema urinário de animais terrestres tem habilidade de formar urina concentrada em solutos, sendo que uma de suas funções seria a eliminação de resíduos na forma líquida. Porem em condições específicas, alguns resíduos, especialmente minerais, precipitam e formam cristais. Casos os cristais permaneçam retidos no sistema urinário, esses podem se combinar com matriz orgânica e/ou outros minerais, formando aglomerados que poderão atingir volumes maiores e formar pedras.

A urolitiase ocorre com relativa freqüência dentre as afecções que acometem o trato urinário inferior de cães e gatos, e muitas vezes, é recidivante. Urólitos são agregados de material cristalino e matriz que se forma em um ou mais locais dentro do trato urinário, embora em cães a grande maioria ocorra na bexiga, quando a urina se torna supersaturada com substâncias cristalogênicas.

Esse fator, aliado à diminuição na freqüência de micção, são as causas principais da formação de cristais e urólitos. A formação dos urólitos está relacionada a fatores dietéticos e não dietéticos. Entre os fatores não dietéticos estão a raça, idade, infecção do trato urinário e sexo. A composição da dieta pode interferir tanto no aparecimento quanto na prevenção de recidivas de urolitíases, já que a mesma afeta a densidade específica, o volume e o pH urinário. Cães de raças pequenas e gatos alimentados com rações contendo baixo teor de umidade (secas) tendem a urinar com menor freqüência e produzir uma quantidade menor de urina, porém mais concentrada, aumentando as chances de ocorrência da urolitíase.

Os urólitos são classificados de acordo com sua composição mineral, localização no trato urinário e forma, sendo os de estruvita, oxalato de cálcio, urato, misto, silicato e cistina os principais encontrados em cães e gatos.

O conhecimento da composição do cálculo urinário é essencial para o melhor entendimento da urolitiase nos animais, e consequentemente para intituição de terapia adequada e efetiva, como também para a prevenção de recidivas.



A Mel está ótima, em casa.
Aguardamos a análise do cálculo.




Referências Bibliográficas


MONFERDINI, R. P.; OLIVEIRA, J. Manejo Nutricional para cães e gatos com urolitíase – Revisão Bibliográfica. Acta Veterinaria Brasilica, v.3, n.1, p.1-4, 2009.

OYAFUSO, M.K. Estudo Retrospectivo da Urolitíase em Cães – Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. Departamento de Clínica Médica, 2008. 146 f.














2 comentários:

  1. Todo este carinho só mostra a ótima profissional que és. Além de dedicação... Parabéns!

    ResponderExcluir