terça-feira, 16 de julho de 2013

Abandono de Animais

Vejam um pouco da entrevista realizada a tv Betim hoje. O assunto é o abandono de animais. Tentei formatar em um texto os assuntos abordados pela repórter Carolina Fernandes. É claro que fatores como nervosismo a entrevista, o meu policiamento em não falar bobagem e o tempo influenciarão no resultado. Espero que fique bom!

No Brasil existem aproximadamente 55 milhões de animais domésticos, 45% são representados pelos cães, 27% pelos gatos e o restante por outros animais domésticos.

Se existem cães e gatos nas ruas é porque eles tem donos que não os mantém dentro dos limites das suas residências ou porque eles tiveram donos e foram abandonados. 

Aproximadamente 70% dos animais abandonados já tiveram um dono. Desses animais abandonados somente 10% conseguem um novo lar. Aqueles animais que nascem nas ruas raramente conseguem sobreviver por muito tempo se não forem adotados.

A procriação sem controle contribui para alta rotatividade de animais domésticos que passam pelas mãos de um mesmo proprietário. Crias indesejadas estabelecem a ocasião para o abandono dos filhotes (e muitas vezes da própria fêmea) ou para a doação deles para qualquer pessoa interessada e que muitas vezes não tem condições de cuidar adequadamente de um animal. Segue que o animal fica por pouco tempo com aquele que o adotou em situação precária: ou ele morre em poucos meses, ou é repassado a outro proprietário ou acaba sendo simplesmente abandonado, somando-se a outros que passaram pela mesma situação e que estão nas ruas.

Um ser humano que abandona um animal na rua, substitui-o por outro. A renovação das populações é muito rápida. A gestação de cadelas e gatas dura em torno de 60 dias e tem grande potencial para produzir proles numerosas que atingem a maturidade sexual a partir dos seis meses de idade. Assim fica mantido o ciclo de procriação descontrolada e abandono que repovoa rapidamente as áreas de onde os animais foram retirados.

O número crescente de cães e gatos abandonados é uma preocupação para a saúde pública, pois esses animais geram sérios problemas de contaminação ambiental, risco de transmissão de inúmeras zoonoses, de maior ou menor gravidade, agravos por mordeduras, acidentes de trânsitos comprometendo a saúde e o bem estar animal e humano.

Um fator determinante para o excesso de cães e gatos nas ruas é a falta de contingências que influenciam adequadamente o comportamento das pessoas que possuem animais domésticos. O controle da natalidade da população animal em massa e educação tem se mostrado mais eficiente, ética e menos onerosa que a eutanásia.

O abandono de animais é um comportamento que depende da atuação da comunidade para o aprimoramento da qualidade de vida e do exercício da cidadania. Ele apresenta aspectos de ordem legal e deve ser abordado em atividades de educação e de promoção da saúde, evidenciando a importância da posse responsável.

E infelizmente, quanto menor o nível de escolaridade da comunidade, maior é o abandono.

Carolina, segura Dom Bolota; Henrique segura Mel e Priscila segura Branca de Neve

Referências Bibliográficas

BORTOLOTI, RENATO;  D’AGOSTINO, RENATA GROTT. Ações pelo controle reprodutivo e posse responsável de animais domésticos interpretados a luz do conceito de metacontigência. Revista Brasileira de Análise do Comportamento/ Brazilian Journal Of Behavior Analysis, 2007, VOL. 3, No.  1, 17-28

3 comentários:

  1. Parabéns pela postagem! Você sabe de minha indignação por esses abandonos.
    É preciso que haja uma campanha veiculada em todos os meios de comunicação abordando o assunto, quem sabe assim pessoas seriam tocadas e se conseguissem diminuir pela metade já seria um bom começo.
    Abraços!

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  2. Importante quando o texto menciona que quanto menor o nivel de escolaridade maior eh o abandono, certo. Por isso a conscientizacao nas escolas proximas as comunidades carentes seria o comeco. Ensinar as criancas, faze-las visitar Centro de Zoonoses, Abrigos, para que vejam a realidade tao triste. Isso provavelmente vai ajudar no comportamento dessas criancas em casa, com os pais ou tutores.

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  3. Graça o trabalho é de formiguinha mesmo. Como mencionado pela Marli Lima, devemos começar pelas crianças.

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